FGV EESP Clear amplia ações junto a parceiros da África Lusófona

FGV EESP Clear amplia ações junto a parceiros da África Lusófona

O Centro de Aprendizagem em Avaliação e Resultados para o Brasil e a África Lusófona (FGV EESP Clear) intensifica em 2020 suas ações na África Lusófona, reforçando a atuação junto a governos locais. Neste ano, houve uma ampliação da oferta de formações específicas em Monitoramento e Avaliação (M&A) de políticas públicas e estratégias de desenvolvimento, além de estarem em elaboração diagnósticos das capacidades e necessidades em M&A nestes países. 

“A gente ainda está numa fase inicial, na qual estamos conhecendo os países, as demandas, o contexto de cada um. A ideia é que, fechando os diagnósticos, a gente consiga ajudar esses países num plano de mais longo prazo para que eles possam fortalecer e desenvolver capacidades locais em M&A”, explica Gabriela Lacerda, assessora do Grupo Independente de Avaliação do Banco Mundial e colaboradora do FGV EESP Clear. 

As análises para produção dos diagnósticos são realizadas em parceria com os governos de Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe, através de reuniões entre a equipe do FGV EESP Clear e os funcionários especializados de cada um destes governos. 

Além dos diagnósticos, formações sobre M&A 

Toda a construção dos cursos também tem sido feita em parceria com cada um dos países. O primeiro deles foi o Curso de Introdução a Monitoria e Avaliação para a África Lusófona. O curso, cujas aulas terminaram nesta semana, foi voltado a oficiais de governo, membros da academia e da sociedade civil, e buscou oferecer capacitação em conceitos fundamentais de M&A e seu papel no ciclo das políticas públicas, além de conceitos da teoria da mudança e modelo lógico. 

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Foto: Equipe do FGV EESP Clear e alunos do Curso de Introdução a M&A para a África Lusófona.

As aulas contaram com uma carga importante de trabalhos práticos, nos quais os alunos puderam desenvolver teorias da mudança para os contextos específicos de seus países. A primeira aula, com o professor Titular da Escola de Economia de Sâo Paulo da Fundação Getúlio Vargas e Diretor do FGV EESP Clear, André Portela de Souza, foi aberta ao público. Confira  aqui.  

“O que mais chamou minha atenção foi o intercâmbio de conhecimento a partir dos contextos de cada país. No grupo do qual sou monitora, resolvemos um estudo de caso sobre um programa que visa reduzir a evasão escolar e melhorar aprendizagem dos alunos”, explica Marina Lafer, pesquisadora do FGV EESP Clear e integrante da equipe de facilitadores do Curso de IntroduçãoPor meio das conversas entre os participantes, passamos a conhecer os desenhos das políticas voltadas para estes objetivos em cada país, bem como exercitamos nossa análise a respeito de quais indicadores poderiam ser utilizados para medir tal resultado”, completa. 

Cursos específicos 

Além do curso de caráter mais geral, outras formações são voltadas especificamente para os contextos de cada país. É o caso dos cursos de Modelo Lógico  e  de Avaliação Executiva, que serão oferecidos para o Governo de Cabo Verde. Ambos trazem um maior aprofundamento sobre instrumentos voltados para o M&A de políticas públicas e contam, também, com enfoque prático. 

Os parceiros veem as formações como um instrumento de disseminação do conhecimento para ministérios setoriais, demais órgãos de governo e sociedade civil, com o intuito não apenas de maior entendimento e engajamento na importância desses instrumentos, mas de modo que os alunos possam ainda se tornar replicadores do que foi aprendido”, avalia a pesquisadora do FGV EESP Clear Camila Costa Magalhães. Ela também atua como facilitadora nas atividades. 

Em setembro do ano passado, a Iniciativa Clear e a Associação Africana de Avaliação (AfrEA, na sigla em inglês) organizaram em Acra, capital de Gana, uma oficina de planejamento para desenvolver de forma harmonizada uma abordagem do M&A em todo o continente africano. A iniciativa Clear é composta por seis centros regionais, e três deles, incluindo o FGV EESP Clear, têm foco no cenário de M&A no continente africano, em países de língua portuguesa, inglesa e francesa. 

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