FGV EESP Clear oferece formação no uso de evidências e avaliação para a Agenda 2030

FGV EESP Clear oferece formação no uso de evidências e avaliação para a Agenda 2030

O Centro de Aprendizagem em Avaliação e Resultados para o Brasil e a África Lusófona (FGV EESP Clear), em parceria com o Sistema das Nações Unidas em Angola e o Governo de Angola, ofereceu na primeira semana de outubro o curso Incorporando Avaliação na Revisão Nacional Voluntária (RNV) de Angola. Voltado a atores participantes do processo de Revisão Nacional Voluntária do país, o curso busca auxiliar os mesmos a incorporar o uso de evidências e processos avaliativos na análise e no apoio ao próprio cumprimento das metas da Agenda 2030. 

Participantes e facilitadoras do curso Incorporando Avaliação na Revisão Nacional Voluntária (RNV) de Angola.

A Agenda 2030, firmada em 2015 por chefes de Estado e governantes de 193 Estados-Membros da Organização das Nações Unidas (ONU), estabelece 169 metas divididas entre 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Elas almejam, em linhas gerais, erradicar a pobreza, alcançar a paz, liberdade e prosperidade para os indivíduos e proteger o planeta Terra.  

As metas da Agenda visam guiar os governos e a sociedade civil no cumprimento dos objetivos estabelecidos. A RNV é o processo através do qual os países avaliam e apresentam os progressos feitos em direção aos cumprimentos das metas globais. Angola apresentará sua primeira RNV em 2021. 

“O uso de evidências na RNV permite que, de forma embasada, países revisem e escalem suas intervenções, com vistas a superar seus maiores desafios”, explica Marina Lafer, pesquisadora do Clear e facilitadora do curso. Ela também diz que o uso das evidências oriundas de diferentes fontes – dados administrativos, dados de pesquisa, oficinas junto a equipes implementadoras e a população, por exemplo – permite compreender quais objetivos da Agenda 2030 foram ou não alcançados e por que isso aconteceu. 

O curso iniciado no dia 05 de outubro foi realizado de forma remota, com duração total de 20 horas divididas em quatro dias. A formação, cujo material é de autoria do Clear Anglophone Africa e de coautoria do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), mesclou aulas expositivas com atividades práticas, contando com exercícios em grupo, estes últimos divididos a partir dos temas trabalhados na Plataforma ODS.  

A Plataforma, instituída pelo Ministério da Economia e Planeamento do país, trata-se de um grupo de atores de diversos setores de Angola, foi formada com o objetivo de acelerar, priorizar, disseminar e mobilizar financiamento para os ODS e auxiliar na implementação dos objetivos no país. Saiba mais sobre a Plataforma aqui

Os participantes da formação incluem representantes do Sistema das Nações Unidas em Angola, gestores e técnicos do governo do país envolvidos no processo de RNV, representante da sociedade civil angolana e atores convidados dos governos e do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. 

Metas de desenvolvimento de longo prazo exigem planejamento antecipado, monitoramento periódico e avaliação rigorosa. Desta forma, é possível garantir que projetos, programas e estratégias sejam implementados de maneira eficaz e tragam os resultados e impactos esperados. Já publicamos um texto sobre o papel do Monitoramento a Avaliação (M&A) no contexto da Agenda 2030. Confira aqui.  

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