Programa Clear Nordeste: FGV EESP Clear e acadêmicos debatem oportunidades para avanço de M&A na região

Programa Clear Nordeste: FGV EESP Clear e acadêmicos debatem oportunidades para avanço de M&A na região

O Centro de Aprendizagem em Avaliação e Resultados para a África Lusófona e o Brasil (FGV EESP Clear) realizou nesta segunda-feira (30/08) um encontro com acadêmicos e pesquisadores da região Nordeste do Brasil com o objetivo de apresentar a proposta do plano de ações do Programa Clear Nordeste. A reunião foi oportunidade para colher subsídios para o planejamento do trabalho em torno do desenvolvimento e fortalecimento de capacidades de monitoramento e avaliação (M&A) de políticas públicas na região.

O encontro reuniu representantes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e da Universidade Federal do Ceará (UFC). Foram apresentados os resultados do Seminário de Lançamento do Programa, realizado em julho, e discutidas possibilidades de atuação das instituições acadêmicas em prol do desenvolvimento de capacidades de M&A nos estados e municípios da região.

“O objetivo principal é difundir a cultura de M&A na região Nordeste. Um ponto central, que nós percebemos desde o início, é que existem competências já estabelecidas desde o início. Mas uma marca da região é a heterogeneidade, então há estados que têm pouca experiência”, afirmou Gervásio Santos, professor e pesquisador do Departamento de Economia da UFBA e pesquisador do FGV EESP Clear.

Os participantes falaram sobre possibilidades de atuação conjunta, como a realização de pesquisas para subsidiar políticas públicas na região, assistência técnica aos gestores públicos, capacitação em técnicas e ferramentas de M&A e a formação de uma rede de pesquisadores voltados para a temática.

Durante o encontro, foi apresentada a proposta de plano de ação do Programa Clear Nordeste.

“Acho fundamental essa iniciativa. Embora a gente faça avaliações há um tempo, pela falta de uma cultura de avaliação, mesmo a informação existindo, muitas vezes ela se perde e não é colocada em prática. Esse é um caminho muito interessante. Que de fato a gente consiga ter mais efetividade e eficiência nas políticas”, considerou Aléssio Almeida, professor adjunto do Departamento de Economia e coordenador do Laboratório de Economia e Modelagem Aplicada (LEMA) da UFPB.

Luciana Santana professora de Ciência Política da Ufal e professora do Programa de Pós graduação em Ciência Política da UFPI, afirmou que “ampliar essa rede agora, para vermos a possibilidade de expandirmos para os nove estados do Nordeste, vai ser muito importante”. “Nós temos total interesse de contribuir com a expansão dessa rede”, concluiu.

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